quarta-feira, 29 de março de 2023

"Sombras de um crime" tem um elenco de peso e uma investigação que se perde em quase 2h de filme


Liam Neeson, Jessica Lange, Diane Kruger e direção de Neil Jordan, diretor de Traídos pelo Desejo e Entrevista com o Vampiro.

Quando a gente vê o peso desse elenco e da direção, logo pensamos no grande filme que estará na tela diante de nós, pois bem, a frustração é grande, bem grande.

Baseado no romance The Black-Eyed Blonde, de John Banville, "Marlowe" ou "Sombras de um Crime", que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de março, é um suspense noir que se passa em Los Angeles no final dos anos 30 e conta a história de um detetive (Liam Neeson) contratado por uma bela e rica mulher (Diane Kruger) para investigar a morte de seu amante (François Arnaud) que ela supõe estar vivo.

Claro que em se tratando de uma investigação e de elementos neo-noir, Neil Jordan até que o faz muito bem. O efeito amarelado das cenas, ambientações escuras e figurino que remete à época são bem trabalhados, mas a história em si é cansativa e se perde em meio a tantos diálogos intermináveis.

O espectador fica, num primeiro momento, interessado em saber se Nico Peterson (François Arnaud) está ou não vivo e se interessa em descobrir o porquê de ele ter se afastado de sua amante, mas a impressão que se tem é que há muito falatório para se chegar a lugar algum.

Até mesmo a personagem de Jessica Lange é mal aproveitada, pois, a não ser a grande semelhança física entre ela e a filha (Diane Kruger) o papel dela é quase que insignificante, mesmo o Liam Neeson (Phillip Marlowe) por mais que seja o protagonista da história, não difere de outros papéis que ele já fez.

É um filme fraco e cansativo, com um elenco de peso que não sustenta o filme, com uma história de detetive que deveria entreter, mas se perde e cansa e mesmo querendo usar da metalinguagem (o cinema falando do próprio cinema) não atrai.


quarta-feira, 22 de março de 2023

O Acre existe e é aqui


 Sempre que a gente ouve falar algo sobre o Acre sempre tem alguém que brinca dizendo que o Acre não existe, mas a gente assistindo a Noites Alienígenas, filme dirigido por Sérgio de Carvalho e que estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 30 de marco, a gente percebe que o Acre está mais vivo do que a gente pensa.

O longa é o primeiro filme feito inteiramente no Acre e retrata bem a Amazônia urbana. Amazônia essa já completamente contaminada pelo tráfico de drogas feito por jovens que arriscam suas vidas para, quem sabe, terem mais qualidade de vida.

Mesmo diante dessa nova realidade, vinda de cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro, ainda se vê a figura de povos tradicionais que resistem a todo custo a esse novo modelo conflituoso vindo à região nos dias atuais.

Vencedor de prêmios como o Kikito de ouro do Festival de Gramado de melhor filme, melhor ator (Gabriel Konxx), melhor ator coadjuvante (Chico Diaz), atriz coadjuvante (Joana Gatis) e Menção Honrosa ao ator Adanilo Reis, "Noites Alienígenas"traz consigo, além de uma realidade cada vez mais presente não só na Região como em todo país, um tema que precisa muito ser discutido, que é o tráfico de drogas praticado por jovens abaixo dos 20 anos de idade.

Porém, depois que somos apresentados aos personagens e a trama vai se desenrolado, o filme parece que é mais do mesmo e começa a se perder.

Parece que fios não são atados e nós não se desenrolam e a alusão a alienígenas é uma mera citação, algo fantasioso - que pode estar ligado ao uso de drogas ou não, como um efeito alucinógeno e que, de certa forma, quebra a realidade nua e crua apresentada a maior parte do tempo e que torna um assassinato como simples obra de forças extraterrestres.

Não se pode negar a qualidade da fotografia, o início que mostra como se houvesse uma simbiose entre o usuário de droga e uma cobra, nos fazendo refletir se aquilo é real ou é ilusão.

O som também é algo que se torna essencial e o crepitar de cada tragada em um baseado ou simples cigarro nos  coloca como personagem dentro do filme, mas há muito mais que se poderia ter sido explorado ou explicado para que tivéssemos algo mais coeso e coerente.

Mas, é claro, assim como o cinema brasileiro atual, é um bom filme e que merece ser visto e discutido por todos, afinal, o problema do tráfico de drogas não está somente na ficção, é algo real e presente não só no Acre, mas em diversas regiões do Brasil.


"SKINAMARINK: CANÇÃO DE NINAR" É O MEDO QUE ESTÁ DENTRO DE NOSSAS CABEÇAS


 Nem todo filme de terror é igual. Tem sangue, morte, susto a valer e "Skinamarink; canção de ninar" está aí pra provar que o terror não precisa ser explícito pra causar medo, ele pode estar em nossas mentes e ser ainda mais assustador.

"Skinamarink: canção de ninar", que estreia nos cinemas no próximo dia 23/03, é dirigido por Kyle Edward Ball  é diferente de todo o tipo de terror que você já possa ter assistido.

Com câmera em sua maioria estática, diálogos quase inexistentes, o filme tem cerca de 1h30 e, por mais parado que seja, pra mim, é como se ele tivesse apenas 20 min. Tudo é totalmente inesperado. Não vemos as personagens, um local inteiro, tudo é fragmentado, escuro, com imagens que parecem ter sido filmadas por uma câmera Super-8.

Segundo sinopse, que se não existisse, mal saberíamos do que se trata, uma menina de seis anos e seu irmão de quatro anos acordam uma manhã e descobrem que todas as portas e janelas dentro de sua casa desapareceram. Os pais também desapareceram e elas se encontram completamente sozinhas em casa, acompanhadas, apenas, de seus brinquedos e de uma TV que passa desenhos clássicos.

São recortes da TV, do ambiente que estão, de pecas de lego espalhadas pelo chão o que vemos. Tudo o que acontece é extra campo. O som é perturbador e o que nos assusta é a nossa imaginação, de pensarmos o que aconteceu naquela casa, o que de sinistro acompanha aquelas crianças e o que acontecerá a elas.

O aflitivo do filme é justamente imaginar o que vai acontecer, é esperar por algo que não acontece, a não ser em nossas mentes, ou seja, ao mesmo que não dá medo, dá muito.

Pra quem procura algo diferente de tudo do que já viu, é uma boa pedida.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Pânico continua sendo uma franquia que não decepciona


Acho importante começar esse texto confessando que não assisti a todos os filmes da franquia Pânico porque eu tenho um problema muito sério com filmes de terror. Não por não gostar, mas porque realmente de uns anos pra cá eu tenho muito, mas muito medo de filmes de terror. Tenho forte taquicardia, me dá ansiedade e eu realmente passo mal e, por isso, costumo não assistir a esse gênero.

Porém, resolvi que tinha que encarar o desafio e aceitei o convite da @paramountbrasil e da @lab_atomica pra cabine de imprensa e garanto que foi libertador e incrível.

Também é preciso dizer que aqui são apenas algumas impressões minha sobre o filme, um pouco da minha experiência ao assisti-lo e que é a MINHA opinião sobre o que assisti. Então, vamos lá!

Geralmente, a gente tem o hábito de dizer que numa franquia, o 1º filme é o melhor de todos e a partir do 2º a coisa desanda, o que, com Pânico VI, acho que não acontece.

Eu vi os três primeiros filmes e, agora, anos mais tarde, assisti a esse 6º filme e devo assistir aos demais que não vi, mas acredito que a franquia Pânico está aí pra provar que sim, sequências podem sim ter o seu valor.

Com 2h02 min de duração, o longa dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett e que chega hoje aos cinemas brasileiros é aquele filme que te prende desde o primeiro minuto e são raros os momentos que te deixam respirar.

Claro que é um filme recheado de clichês como as festas adolescentes, flertes entre as personagens, mas é também um grande culto aos filmes anteriores. É o cinema que fala de cinema. É Pânico que fala de Pânico não só com a aparição de personagens de filmes anteriores - Kirby Reed (Hayden Panettiere) e Gale Weathers (Courtney Cox) - como as próprias personagens do filme tentarem descobrir quem está por trás do Ghostface, relembrando e tentando reconstruir o passo a passo do que se acontece em filmes de terror e tentando colocar cada um ali como suspeito dos diversos crimes que estavam sendo cometidos.

Aliás, é importante ressaltar que, os sobreviventes do filme anterior (Tara, Sam, Chad e Mindy) saem de Woodsboro para começarem uma nova vida em Nova York. Queriam apagar o passado aterrorizante que deixaram na antiga cidade e nada melhor do que recomeçar numa cidade grande, mas apesar de se passar em Nova York, são poucos os momentos que a gente percebe que a história se passa mesmo por lá.

Um fato interessante é o espectador perceber que nem sempre o mocinha (vítima) é tão mocinha assim. Sam (Melissa Barrera), apesar dos traumas que sofreu, diz que se sente bem por ter assassinado alguém e esse pensamento a perturba bastante durante todo o filme.

É um filme dinâmico, aterrorizante, sangrento e bem nostálgico que me fazem querer ver e rever os filmes anteriores até mesmo para sentir o quanto ele mudou (ou não). Também é recheado de momentos engraçados que te fazem aliviar um pouco da tensão.

Ah, a quem for assistir, saibam que tem pós crédito, divertidíssimo, por sinal.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Muribeca é a personagem de sua própria tragédia


 Um dia você compra uma casa achando que, nela, viverá pro resto de sua vida, eis que anos mais tarde, alguém diz que há problemas com a construção e, ali, sua vida praticamente acaba.

Isso é o que aconteceu com Muribeca, um conjunto habitacional no bairro de Guararapes, Pernambuco. Devido a problemas estruturais, a comunidade que vivia feliz, unida e quase sempre em festa, acorda com a notícia que todos devem se mudar.

Muribeca, é um documentário dirigido por Alcione Ferreira e Camilo Soares e que estreia amanhã, 2 de marco nos cinemas.

Nele, através de depoimentos de gente que viveu em Muribeca e que ainda vive em seu entorno, Alcione e Camilo mostram o quanto sofrem essas pessoas e o quanto resistem aqueles que não vem sentido em se acabar com um conjunto habitacional.

Não é preciso muito para o espectador entender o que se acontece por lá. O poder e o dinheiro falam mais alto e é a comunidade e seus moradores que padecem com a ganância daqueles que querem desconstruir espaços impulsionados por interesses econômicos.

Não só prédios viraram pó. Sonhos, famílias e memórias foram apagadas e, misturando imagens da época em que Muribeca era viva e agora, Alcione e Camilo nos mostram que tudo é facilmente destruído sem dó.

Construções foram demolidas, famílias remanejadas, estabelecimentos foram fechados e o que sobrou foram a indignação e a tristeza de centenas de pessoas que moravam por ali.

É um documentário excelente para se entender o que acontece muito ainda aqui no Brasil, país em que poderosos só pensam em seus próprios bolsos e benefícios e que pouco se preocupam com quem luta diariamente pra ter um pedaço de chão.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

A gente não imagina o quanto um filme pode ser devastador até assistir a Close


Existem amizades que vêm, literalmente, de berço. Aquela coisa mesmo das famílias serem super amigas, terem filhos e esses filhos crescessem como se fossem irmãos.

Há quem diga até que um amigo pode ser, ainda, mais amado que um irmão e, como qualquer relação entre irmãos, há carinho, afeto, cumplicidade e, claro, amor, muito amor.

Lukas Dhont nos presenteia com Leo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav de Waele) em Close, filme que estreia dia 2 de março nos cinemas brasileiros e entra no catálogo da MUBI a partir de 21 de abril.

Com 13 anos, Leo e Rémi são amigos de infância. Passam a maior parte do dia juntos, Leo costuma dormir na casa de Rémi, os dois sempre jantam juntos e um é a família do outro. São amigos/irmãos e da mesma forma que o filme é de um colorido vibrante e cheio de vida, a amizade dos dois também o é.

Porém, algumas famílias costumam educar seus filhos ensinando-lhes que, principalmente dois meninos andam muito juntos ou dois homens andam muito juntos, demonstrando publicamente afeto e carinho, isso quer dizer que, ali, há uma relação homossexual.

E é quando eles vão à escola, juntos, que os questionamentos começam e os colegas começam a insinuar que dessa relação entre irmãos há uma relação homoafetiva.

Se fossem dois adultos maduros talvez fosse fácil dar de banda à essas insinuações, mas quando se tem 13 anos esses questionamentos ferem a ponto de afastar dois amigos que sempre estiveram unidos realmente como irmãos.

A partir desse afastamento, surgem brigas e dessas brigas algo muito triste e trágico acontece, afetando para sempre a trajetória desses meninos e dessas famílias.

O interessante no filme é justamente como o diretor Lukas Dhont nos escancara essa realidade que nos rodeia todos os dias. Como ele afasta e aproxima a câmera, o jeito como a coloca fixa em algum ponto ou corre com ela em mãos pra pra nos provocar as mais diversas sensações.

As pessoas são perversas, as crianças podem ser sim más e tecerem comentários que ferem mais do que uma facada no peito ou um osso quebrado em um dos braços.

Raros são aqueles que vêem a pureza das coisas e das pessoas. A maioria julga sem dó e sem pensar a que consequência isso pode levar.

Close é um filme lindo, cheio de flores, colorido, mas triste demais. Na sala de cinema que eu estava no dia da exibição não teve uma só pessoa que não tenha saído chorando dos cinemas e, assim como eu, não deve ter ficado dias e dias pensando em tudo o que podia ser diferente e como o preconceito destrói vidas assim como pragas destróem uma plantação.

Assim como a terra revolta, a vida da gente tem que estar sendo diariamente preparada pra novas sementes que vingarão ou que fenecerão. e nós, como plantadores, devemos estar sempre atentos ao que pode servir adubo bom ou ruim. Devemos ensinar desde cedo aos nossos que o ferrão das abelhas é dolorido, mas eles, apesar de muitos e às vezes frequentes,  são só ferrões e as picadas doloridas cicatrizam.

Dentro da caixa de Pandora, apesar dos males que se espalharam pelo mundo, sobrou a esperança e é nela que temos que nos agarrar pra combater todo esse preconceito e julgamento que há no meio de nós.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Em "A Baleia", Aronofsky nos mostra que é impossível alguém ter empatia perante a obesidade

 


Não é fácil assistir ao filme de Aronofsky. Não é fácil ver aquele homem daquele tamanho, sofrendo, se empanturrando de comida quando triste ou nervoso e não fazermos um paralelo com a vida que a gente leva, com as tristezas presas aos ombros ao longo dos tempos e dos nossos dia a dias.

Pra mim, foi doído demais assistir ao filme "A Baleia", dirigido por Darren Aronofsky e que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 23 de fevereiro.

Foi doído porque por centenas de vezes me senti triste, estressada, nervosa e desamparada e foi na comida que encontrei conforto e, posteriormente, culpa.

Não sou uma pessoa gorda e estou muito longe da obesidade mórbida, mas há anos luto para chegar a um peso que tinha e que, provavelmente, não terei mais. Sinto dores nas costas, nos pés, no joelho e sei que todas essas dores não são apenas por conta da idade, são por conta de um excesso de peso que me custa perder, justamente porque ainda é na comida que eu encontro momentos de alívio, mas um alívio que dói, e que é algo que parece ser quase impossível de fugir.

No filme, Charlie, interpretado brilhantemente por Brendan Fraser, é um professor de inglês que, por sua condição de obesidade mórbida, ministra suas aulas de maneira on-line e com a câmera do computador desligada, justamente para que seus alunos não tenham repulsa de sua aparência obesa e deformada.

Charlie se recusa a ter ajuda, talvez por sua vida não ter mais sentindo após a morte de seu namorado. Aliás, foi isso que  levou a ganhar tanto peso a ponto de chegar à situação que chegou.

Pra mim, essa recusa de querer ajuda não me incomoda, mas me incomoda o fato de que pras outras pessoas, está tudo bem.

A própria amiga/enfermeira (Hong Chou) que o ajuda, sabe que ele está morrendo, está presente em momentos como engasgos, fortes dores no peito, diz que se preocupa com ele, mas o ajuda, de certa forma, a se matar lentamente. Não insiste que ele deve ser internado e, após um engasgo forte enquanto comia um lanche que ela mesmo lhe deu, ela pega o mesmo lanche e diz que ele pode continuar comendo.

Não sei se Aronofky quer que tenhamos pena desse homem imenso, mas se é isso, ele exagera e muito, chegando a ser um tanto quanto irritante. 

A gente sente pena por ele ser do tamanho que é, a gente sente pena por ele sofrer por conta da morte de seu grande amor, a gente sente pena pela forma que a filha o trata, sente pena da maneira como os poucos com quem ele tem contato o veem, ou seja, tudo é um exagero sem fim.

Exagerada também é a música colocada no filme, uma música sempre num crescente irritante pra que tenhamos a impressão que estamos mergulhados no mar acompanhado de baleias.

Por falar nisso, apesar de podermos associar o tamanho de Charlie ao de uma baleia, a impressão que se tem é que ele seria o Jonas dentro da baleia. ao longo de uma semana, acompanhamos Charlie preso dentro de casa, uma casa cinza e com pouca iluminação, com um exterior sempre chuvoso e, de certa forma, assim como a passagem da Bíblia, em busca da redenção divina.

Redenção essa que deveria vir de seu acerto com a filha, interpretada por Sadie Sink que não conseguiu deixar de lado seu papel como Max de Stranger Things. Ela é brusca e arredia como Maxine, mas, diferente do universo adolescente da série, nem Brendan Fraser consegue salvar a sua atuação.

Enfim, a gente dica angustiado diante daquele homem gigante, mais gigante ainda pelo fato de Aronofsky ter optado por filmar em tamanho 4:3 justamente para nos dar essa impressão de aperto e ficarmos incomodados com aquele personagem, mas é, de certa forma, um filme problemático já que não mostra uma só pessoa tendo uma atitude diferente perante aquele homem obeso à beira da morte, Ele reforça que a obesidade só leva ao sofrimento, ao preconceito e não há absolutamente ninguém que possa ter um olhar humano diante dessa situação.

"Criaturas do Senhor" traz Paul Mescal e Emily Watson em discussão sobre abuso e maternidade.

Se você é mãe está lendo este texto, o que você faria para defender o seu filho? Acredito que muitas aqui responderiam a essa pergunta dizen...