sábado, 27 de agosto de 2022
"Encontros" é um filme que precisa ser costurado por quem o assiste
sexta-feira, 26 de agosto de 2022
"Entre Rosas"- Desistir dos sonhos não é uma opção
terça-feira, 16 de agosto de 2022
"45 do segundo tempo" une futebol e amizade e mostra que a vida deve ser vivida.
sábado, 13 de agosto de 2022
"Meu álbum de amores"- Nem todo mundo tem apenas um grande amor
domingo, 24 de julho de 2022
Virar mar traz ao espectador mais do que a importância da água
Não tem como assistir "Virar Mar", filme dirigido por Philipp Hartman e Danilo Carvalho, numa co-produção Brasil e Alemanha e não se lembrar do livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha, em que o beato Antonio Conselheiro diz que "o sertão vai virar mar".
Alternando ora o município de Forquilha, no Ceará e ora os pântanos de Dirthmarchen, na Alemanha, ora ficção e ora realidade, o longa com 84 minutos traz ao espectador a realidade da água em dois países completamente diferentes e o quanto tê-la em abundância e não tê-la é desesperador.
O fato é que tanto em Forquilha quanto em Dirthmarchen, a população vive preocupada e com esse elemento tão fundamental na vida do ser humano. Porém, em ambos os países a preocupação é totalmente oposta já que Forquilha sofre com a falta de água, vive em seca quase extrema, que está sendo cada vez mais constante e o pouco que tem, acaba sendo tão poluída que nem Jesus, se estivesse vivo, conseguiria caminhar sob as águas. e, em Dithmarchen, a cidade se prepara para ser inundada já que essa parece ser a única opção para o problema do elevado aumento do nível das águas do mar e construir diques cada vez mais altos parece não resolver mais o problema.
É importante frisar que essa discussão sobre os problemas hídricos tem ganhado cada vez mais espaço e "Virar mar"faz a gente questionar sobre o que o ser humano está fazendo para amenizar os problemas climáticos cada vez mais presentes em nosso cotidiano.
Nenhum dos dois diretores em nenhum dos dois países pretende solucionar o problema da água. Eles apenas escancaram que a água é muito importante e ninguém está realmente preocupado com seu real valor e ninguém parece realmente pensar no que vai ocorrer no futuro.
"Vira mar" é um filme contemplativo, reflexivo e poético. Combina documentário e ficção e tem estreia marcada para o próximo dia 28 de julho.
sexta-feira, 22 de julho de 2022
"Poetas do céu" estreia trazendo mais do que pirotecnia para as telas.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
"Boa sorte, Léo Grande" e como nenhuma mulher está realmente preparada para envelhecer
Partindo dessa ideia, ambientado quase que unicamente dentro de um quarto de hotel, "Boa sorte, Léo Grande", que estreia dia 28 de julho nos cinemas, nos mostra o quanto envelhecer pode ser extremamente difícil.
Não são só os cabelos que ficam brancos ou a pele que começa a ficar flácida e enrugada. Nem sempre a mente acompanha os processos do corpo e Nancy, interpretada brilhantemente pela atriz Emma Thompson, revela para o espectador que, mesmo com mais de 60 anos, uma mulher pode querer ser desejada como se tivesse 20.
O grande problema é que, na realidade, a gente sabe que não é assim. Para a mulher, o peso da idade avançada é avassalador e muitas vezes até, destruidor.
Dirigido por Sophie Hyde, "Boa sorte, Léo Grande" conta a história de Nancy, uma professora de 63 anos que, viúva há 2, resolve contratar um garoto de programa, Léo, interpretado por Daryl McCormack para tentar ter algo que nunca teve: um orgasmo.
Extremamente organizada, cheia de regras como um quarto bem arrumado de hotel, Nancy vai se despindo, a cada encontro com Léo, de suas roupas, de seus pensamentos retrógrados e de uma vida em que ser a esposa e mãe perfeita a levou ao comodismo e à frustração.
Até mesmo a câmera possui as mesmas características de Nancy. Tímida e receosa, de início, ela não nos mostra a primeira transa entre os dois e à medida que a personagem vai se modificando ela também inicia a sua transformação, sem receio de despir a personagem de suas roupas e pudores.
"Eu poderia ter feito muitas coisas se não tivesse sido mãe", diz ela em uma das conversas com Léo.
Assim como em "A filha perdida", de Maggie Gyllenhaal, "Boa sorte, Léo grande" aponta que a mulher é sempre muito cobrada e nem todas têm a ousadia de Leda, de "A filha perdida", de abandonarem tudo para viverem como querem viver.
Diferente de Leda, Nancy só toma uma atitude na velhice, já viúva.
É ao contratar um jovem inteligente e certo de sua profissão, que ela encontra a vida que não viveu, a coragem de fazer o que sempre desejou, que se desnuda pra ela e para o público para se reconhecer como mulher.
Sophie Hyde acerta em todos os sentidos e nos traz um tema cada vez mais necessário. Ela nos mostra o quanto é difícil para as mulheres falarem sobre sexo, o quanto é difícil aceitar o próprio corpo, como a mulher é vista como alguém que não pode sentir prazer. Mostra também que a sociedade é hipócrita e Emma Thompson cumpre com excelência o papel a que ela se propõe.
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